Revista Rua

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Raymond Weil e Filipe Gonçalves: tempo e música de mãos dadas

[Com entrevista a Filipe Gonçalves]
Redação24 Julho, 2019
Raymond Weil e Filipe Gonçalves: tempo e música de mãos dadas
[Com entrevista a Filipe Gonçalves]

Com o Tejo como pano de fundo, o cantor português Filipe Gonçalves juntou-se à marca de relógios suíça, Raymond Weil, para destacar o modelo Tango GMT Bob Marley, uma edição limitada a 1500 peças com função GMT e com um detalhe muito especial: o mostrador apresenta a cabeça de leão do artista de reggae mais conhecido do mundo. No fundo deste relógio de 42 mm pode ler-se Time Will Tell, em referência ao álbum Kaya, de 1978.

Colocando em evidência a sua ligação com a arte e a música, a marca de relógios apresenta assim um novo “amigo”, destacando o cantor Filipe Gonçalves, reconhecido pela participação no programa Operação Triunfo em 2003. A música “Dança Joana”, de 2015, trouxe o cantor para as luzes da ribalta, mas é o novo tema “Hora Louca” que justifica esta parceria.

Mais uma vez, a marca Raymond Weil lança uma edição limitada homenageando a música portuguesa. Em 2004, por exemplo, a marca tinha apresentado o Raymond Weil Carlos do Carmo, marcando os fãs do fadista. Também Carlos Paredes e os 100 anos de Fado foram destacados no portefólio da marca.

Aproveitando esta “amizade” entre Filipe Gonçalves e a Raymond Weil, estivemos à conversa com o cantor, descobrindo alguns dos segredos do seu percurso e alguns destaques das suas preferências a nível de relógios.

“Esta canção “Hora Louca” representa aquela necessidade diária que todos temos, onde por alguns instantes podemos ser nós mesmos sem filtros, sem olhares recriminadores, sem pressão…”

Começou a ser conhecido com a sua participação no programa Operação Triunfo. De que forma é que essa experiência influenciou o seu percurso musical?

A minha carreira começou no exato momento em que pisei o palco das galas da Operação Triunfo para o ensaio geral e onde tive uma descarga emocional gigante como nunca tinha tido até então.

Posso dizer que a experiência foi fundamental para o meu percurso pois tive um curso intensivo de música e experiência de palco durante cinco meses, com mais quatro meses de tour.

Na escola, aprendi mais teoria musical, aprendi a conhecer o meu aparelho vocal, conhecer melhor o meu corpo e ganhei maior método de trabalho.

Foi um processo muito exigente, mas ao mesmo tempo uma oportunidade única para dar início a uma carreira.

Depois do conhecido tema “Dança Joana”, em 2015, chega agora um mais recente “Hora louca”. Que mensagem pretende transmitir com esta nova música?

Esta canção “Hora Louca” representa aquela necessidade diária que todos temos, onde por alguns instantes podemos ser nós mesmos sem filtros, sem olhares recriminadores, sem pressão… é uma hora de pausa onde podemos ser o que quisermos ao som da música.

Este single não podia vir em melhor altura! Anunciou no dia 2 julho uma nova parceria com a marca relojoeira Raymond Weil. Como é que surgiu este envolvimento?

Surgiu uma procura de novo parceiro por parte da marca e o meu nome foi proposto e foi aceite. De seguida foi me feito o convite que me deixou bastante satisfeito pois é uma marca de prestígio que muito admiro.

A Raymond Weil é uma marca conceituada de relojoaria suíça. O que achou quando a marca lhe propôs trabalharem juntos?

Foi com um enorme orgulho que recebi a proposta e aceitei de imediato, pois é uma marca com a qual me identifico bastante e que nesta fase de vida e carreira faz todo o sentido.

Tango GMT Bob Marley 1.190€

A Raymond Weil é uma marca muito ligada ao mundo artístico e, por isso mesmo, “Música e Arte” faz parte do seu ADN e do seu portefólio. Foi esta associação uma das razões que o conquistou?

Sim, foi uma das principais razões, pois é extremamente importante ter uma marca com o prestígio da Raymond Weil a apoiar o mundo artístico, dando-lhe consequentemente um selo de qualidade.

Qual é o relógio/coleção com que mais se identifica da marca?

Curiosamente com o que tenho neste momento e que apresentámos em simultâneo com a minha apresentação como amigo da marca: o modelo de homenagem ao Bob Marley. Mas, como é óbvio, poderia enumerar mais uns pelos quais tenho também uma secreta paixão!

Para si, um relógio é um acessório essencial? Porquê?

Para mim é essencial porque me sinto mais confiante usando um bom relógio no pulso, é uma peça fundamental na minha indumentária e sempre vi o relógio como um acessório que me ajudava a ler melhor a pessoa que o usa. Por exemplo, um relógio demasiado chamativo no pulso diz muito de uma pessoa certo?

Se não seguisse a carreira de cantor, o que gostava de fazer?

Ao longo da minha ainda curta vida fui tendo, como toda a gente, várias profissões de sonho, mas em todas elas existiu sempre um denominador comum: artes performativas. Comecei com a paixão pelo desporto, quis ser jogador de futebol e agradar os adeptos da minha equipa… entretanto senti que queria mais, que não me completava a todos os níveis… Segui o curso de Design, mas o que gostava mais era a parte criativa e os brainstormings, as reuniões para criar novas ideias… isso sempre me fascinou!

Mas tentando responder a esta complicada pergunta, sempre tive uma paixão por teatro e por apresentar programas, eventos e, felizmente, a vida já me tem dado algumas oportunidades em paralelo com a música de poder trabalhar como apresentador e em televisão, portanto julgo que talvez se tornasse uma alternativa, mesmo tendo sempre sido um plano B!

De que forma tem saído da sua zona de conforto, ao longo da sua carreira? Já sabe o que vai fazer a seguir?

Tendo em conta o mercado nacional, acho que a melhor maneira de sair da zona de conforto foi sempre a de me tentar encontrar enquanto cantor, músico, compositor. A busca do nosso próprio ADN enquanto artista é dos maiores desafios das nossas carreiras, pois nessa árdua busca, podemo-nos deparar com algumas realidades com as quais teremos de batalhar e que poderão mexer muito com a vida profissional e pessoal.

Eu gosto sempre de pensar à frente e projetar ideias e conceitos novos ou com algo que possa acrescentar algo de inovador no panorama musical e artístico. Nem sempre dou a conhecer as minhas ideias até ter uma pequena certeza que a irei pôr em prática, pois a pressa é a maior inimiga da perfeição, mas ao mesmo tempo ninguém vive só de pensamentos e ideias por concluir e existe o fator económico que tem de ser levado em conta.

Nesta área, há momentos em que tudo acontece ao mesmo tempo – e temos de fazer acontecer – e outras fases em que tudo parece não sortir efeito, causando desconforto, insegurança, em nós e naqueles que nos rodeiam.

Felizmente, neste momento, sei bem o que vou fazer a seguir e consegui recentemente concluir uma ideia que esteve quase para voltar à sua fase de hibernação, ideia essa que se chama “A.M.O.R. mais uma bela História” e que estará disponível nas lojas e nas plataformas digitais neste mês de julho.

Quando vão ser as suas próximas atuações?

Estive, dia 12, no Gourmet Experience no El Corte Inglês e estarei também muito em breve a fazer a tour de apresentação do disco. Tudo será devidamente anunciado nas minhas redes sociais.

Quais são os valores a que mais dá importância na sua vida?

Amor, perseverança, lealdade, sinceridade, bondade, paixão, alegria, compreensão e vivo na luta incessante por ser gradualmente mais disciplinado.

Como é o dia a dia do Filipe?

O meu dia a dia foi mudando muito nos últimos anos… principalmente nos últimos dois, em que me tornei pai. Mas o normal é levantar, lavar-me e vestir-me a correr para levar os mais novos às escolas, regresso a casa para tomar o pequeno-almoço e aí acordo realmente para o mundo. Depois, vejo o que apontei como tarefas para o dia, dou um jeito à cozinha e quartos e começo a trabalhar, que tanto pode ser em casa, no meu estúdio, como nas salas onde gravo e ensaio com a banda.

Hoje em dia, tudo é a correr para poder chegar a tempo de ir buscar a criançada à escola, tratar deles (com ajuda, claro!) e assim que se deitam volto à carga mais um pouco para poder pegar nos projetos que tenho em mãos, com outra tranquilidade.

Claro que quem vive da música tem sempre imprevistos e nuances pelo meio.

Para terminar: uma curiosidade sobre si?

Sou orgulhosamente canhoto e, em muitas situações, tive de me adaptar como, por exemplo, a tocar guitarra. Como roubava às escondidas a guitarra da minha irmã e ela é destra, toco guitarra como destro.

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