Revista Rua

2020-11-05T11:02:11+00:00 Bússola, Viagens

Revista Rua x American Tourister: Em viagem com Diana Pratas Borges

As sugestões de viagem da Diana Pratas Borges estão aqui!
Diana Prata Borges em viagem, acompanhada pela sua mala American Tourister
Redação
Redação4 Novembro, 2020
Revista Rua x American Tourister: Em viagem com Diana Pratas Borges
As sugestões de viagem da Diana Pratas Borges estão aqui!

Bilhete de Identidade

Nome: Diana Pratas Borges

 Idade: 32 anos

Curiosidades sobre si: Sou uma designer gráfica com queda para o mundo da beleza e um bom garfo. Tenho dois gatos e um marido.

Como escolhe os destinos de viagem?

Quando decidimos marcar uma viagem começamos por pensar no tipo de férias que queremos fazer, no budget e no tempo que dispomos. O segundo passo é sugerir sítios da nossa bucket list e ver se algum é comum aos dois. Se sim, está escolhido!

Top 3 de viagens inesquecíveis?

Japão: A riqueza cultural e natural do Japão torna esta viagem uma experiência inesquecível e faz-nos querer regressar sempre.

O que fazer: Tokyo e Kyoto são duas cidades que voltamos sempre a visitar. Em Tokyo, não perder os jardins do Palácio Imperial, subir à Tokyo Skytree, visitar o templo Senso-Ji e tirar um omikuji (tiras de papel que ditam a sorte), ir ao mercado do peixe e comer o sushi mais fresco; ir a uma Tokyo Hands (department store onde se encontra de tudo); espreitar uma pachinko; passear no Shinjuku Gyoen (um jardim maravilhoso) e nas ruas de Aoyama e dar festas a gatinhos num típico cat café. Em Kyoto, visitar o Fushimi Inari, passear em Gion, ir a Arashiyama e à floresta de bambu, participar numa cerimónia do chá, ir ao Nishiki Market e experimentar snacks japoneses, visitar o Kikaku-ji (templo dourado), passear no Maruyama Park, tirar uma foto na Face House e alimentar os veados do Nara Park numa tarde.

O que comer: Nos mercados podemos encontrar comida fresca como sushi e inúmeros petiscos tradicionais, experimentar a street food japonesa e saborear batata doce frita com açúcar e o okonomiyaki. Em Tokyo é imprescindível comer um melonpan quentinho em Asakusa, sorver ramen no Afuri, beber café no Blue Bottle, saborear panquecas kiseki no Flippers e comer a melhor pizza de sempre no Pizza Strada. Já em Kyoto devemos comer tonkatsu no Katsukura, beber café no % Arabica, comer kawaii food no Rilakkuma Cafe e matar saudades da comida ocidental no Wired Cafe.

Onde ficar: Em Tokyo sugiro o The Capitol Hotel Tokyu e o The Royal Park Hotel Iconic Tokyo Shiodome, mesmo em cima dos escritórios da Shiseido. Em Kyoto, destaco o Suzaku Crossing Hotel.

Norte de Espanha: foi uma roadtrip decidida em cima da hora, que me deslumbrou pela beleza das paisagens e pelas descobertas que fomos fazendo ao longo do caminho.

O que fazer: Passar um dia nas ilhas Cies, fazer o trilho até Las Médulas, ir à Catedral de Léon, visitar as igrejas classificadas como Património da Humanidade, conhecer o El Capricho de Gaudí em Comillas, passear pelas ruas de Oviedo, visitar o Centro Botin e ir à praia do Camelo em Santander, visitar o Guggenheim e passear pela parte velha de Bilbao, ir à Playa de la Concha e subir ao Castillo de la Mota em San Sebastian.

O que comer: Pizza no La Piccola Stanza em Léon, comer pinchos na Casa Lita e beber café no Primos de Origen em Santander, comer pinsa na Casa Leotta e ramen no Oh Taku! em Bilbao, tomar o pequeno-almoço no Sakona Coffee Roasters em San Sebastián.

Onde ficar: Gran Hotel Nagari Boutique Spa em Vigo, El Modêrne em Gijón, Hotel Vincci Puertochico em Santander, Hotel Vincci Consulado em Bilbao, Hotel Zenit em San Sebastián.

 

Paris: Will always have Paris — para mim, é sempre uma boa ideia voltar. Já estive cinco vezes na Cidade Luz e não me canso.

O que fazer: Passear no Le Marais, fazer compras na La Grande Épicerie de Paris, visitar o Louvre, relaxar no Jardin des Tuileries, ir ao Pompidou, passear em Montmartre, visitar as Galerias Lafayette e Printemps e passar um dia em Versailles.

Onde comer: Tomar o pequeno-almoço na Angelina, comer um hambúrguer no Shiso Burger, beber café no Café Kitsuné, comer flammekueche no L’Alsacien, comer um gelado no Berthillon e comer udon no Sanukiya.

Onde ficar: Hotel Le Pradley.

Histórias curiosas ou peripécias inesquecíveis que tenham acontecido em viagem?

Este foi possivelmente o episódio que mais me marcou na viagem ao Japão, de tão frustrante e engraçado que foi: acordámos de madrugada para visitar o mercado do peixe Tsukiji e, durante o trajeto até lá, estivemos a preparar-nos mentalmente para comer sushi ao pequeno-almoço. Depois de visitarmos o mercado e de termos perdido o leilão, fomos para a fila do restaurante mais badalado do sítio. Uma hora e meia depois eram 7h30 de manhã e estávamos a sentar-nos ao balcão para a tão aclamada refeição. Não há menu, o sushiman começa a fazer as peças e vai colocando à nossa frente. O restaurante estava cheio e, ao nosso lado, tínhamos dois casais. Íamos na nossa quarta peça da refeição e o sushiman começa a fazer vénias e a agradecer, apontando para a caixa, para podemos pagar. Nós tentámos explicar, em inglês, que tínhamos acabado de chegar e ainda só tínhamos comido quatro peças. Ele continuava a sorrir e a repetir as suas vénias. Depois de tentarmos comunicar durante algum tempo, desistimos e lá fomos embora, desconsolados, a pagar uma refeição que não tínhamos comido. Acabámos por nos rir muito, enquanto encenávamos toda a situação, frustrados com a oportunidade perdida. Penso que foi a única vez que a barreira linguística foi impeditiva.

Qual a situação mais maravilhosa, chocante ou diferente que viveu em viagem?

Sem dúvida, fiquei assoberbada ao viver os contrastes da sociedade japonesa. Sair da metrópole frenética e entrar na serenidade do templo, numa questão de passos. Os jardins são lugar de consolo para a alma e descanso para os olhos.

O que aprendeu numa viagem que ficou como ensinamento para a vida?

Humildade e gratidão. Viajar é um luxo. E, a cada viagem, sinto-me agradecida pela vida, pela oportunidade de ver o mundo com os meus olhos; por ter um sítio a que chamo casa, onde posso sempre voltar.

O que não pode faltar na sua mala de viagem American Tourister?

Roupa e calçado confortáveis para explorar o destino, o mínimo para uma rotina de beleza na estadia, máquina fotográfica analógica e digital e espaço extra para trazer souvenirs!

Que dicas de viagem aconselha seguir?

Eu costumo ser relativamente organizada quando planeio uma viagem e, para mim, é essencial aproveitar o tempo ao máximo. Os meus conselhos são organizar a viagem por dias e por zonas, para rentabilizar o tempo; ter um diário de viagem, para que os sítios especiais e as aventuras não fiquem esquecidas e saber aproveitar, mesmo quando o tempo não dá para tudo. Teremos sempre uma razão para voltar.

O melhor de viajar é…?

Poder quebrar a monotonia dos dias, viver outra cultura, experimentar novos sabores e sentir-me mais rica a cada regresso. Por muito que adore viajar, a sensação de voltar a casa é inigualável.

Bucket list:

Austrália e Nova Zelândia, Islândia, voltar a Nova Iorque e fazer uma roadtrip pela Califórnia. Claro que tenho ainda muitas cidades europeias que quero conhecer, mas como nos sentimos sempre mais próximos, acabamos por achar que a oportunidade surgirá com maior facilidade. Mas, estes tempos de pandemia têm-me feito descobrir o nosso país, que é tão bonito e tem tanto para visitar.

Para conhecer melhor a Diana Pratas Borges e acompanhar as suas viagens, visite o seu blog aqui.

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