Revista Rua

Rui Massena: “A curiosidade é uma obrigação”

O maestro e compositor atua a 26 de julho no Casino da Póvoa e a 27 de julho no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra.
Rui Massena, imagem promocional
Andreia Filipa Ferreira
Andreia Filipa Ferreira24 Julho, 2019
Rui Massena: “A curiosidade é uma obrigação”
O maestro e compositor atua a 26 de julho no Casino da Póvoa e a 27 de julho no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra.

Ele é músico e compositor, toca piano desde os cinco anos e é maestro desde os 27. Ocupou o número 1 do top nacional de vendas quando lançou o álbum Ensemble, o seu segundo trabalho de originais. Agora, com o álbum III, tem andado de concerto em concerto, mostrando que é possível aliar o mundo acústico com o mundo eletrónico. Cruzámo-nos com Rui Massena há uns tempos, na Casa das Artes de Famalicão, e hoje lançámos as suas respostas, num convite a que o conheça melhor, em palco, no Casino da Póvoa (dia 26 de julho) e no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra (27 de julho).

©D.R.

Depois do sucesso do disco Ensemble, o que nos traz este III? Que descrição faz deste mais recente trabalho?

É um álbum que traz a ligação do mundo acústico ao mundo eletrónico. Digamos que há uma certa progressividade na eletrónica com a inclusão de sons dos nossos dias, provenientes do mundo mais digital, por assim dizer. Esses sons juntam-se ao eletrónico, criando ambientes completamente diferentes. No fundo, acho que este álbum é a busca pelo som, pelo conceito sonoro.

Esta procura constante da inovação caracteriza-o?

Eu acho que a curiosidade é uma obrigação e, portanto, acho que eu simplesmente estou atrás daquilo que sinto. Gosto de fazer projetos novos, gosto de estar a mudar, gosto de ir atrás daquilo que eu sinto… e isso dá-me trabalho, obviamente! (risos)  Exige esforço, mas é a única forma de eu estar satisfeito no processo. Basicamente, eu tenho de estar satisfeito no processo. Eu não quero fazer uma canção e, de repente, essa canção ficar para toda a vida como a mesma canção. Claro que as pessoas podem gostar de ouvir, mas eu tenho de fazer o meu próprio trabalho, inovando.

“Quero sempre tentar fazer novas coisas! Esta fase, no percurso da internacionalização, é muito importante para mim.”

O Rui tinha mencionado até que gostava que este álbum III fosse uma companhia boa para as pessoas. Acha que está a conseguir isso?

A verdade é que depois do álbum sair eu já não penso mais nele (risos). Mas eu gostava que este álbum tivesse uma ligação às pessoas e às suas vidas. Ser, de facto, uma boa companhia. Eu não preciso que as pessoas se sentem para ouvir – claro que num concerto é diferente -, mas gosto de pensar na rotina de pôr o disco a tocar em casa, enquanto a pessoa está a cozinhar ou a conversar com amigos. Seja o que for, em qualquer situação, eu quero dar boa energia com este álbum!

O Rui, como nos disse, gosta de procurar inovação nas suas criações. O que podemos esperar de si nos próximos tempos?

Quero sempre tentar fazer novas coisas! Esta fase, no percurso da internacionalização, é muito importante para mim. Acho que é um passo muito importante porque leva a minha música a muitos países e, para mim, isso é suficientemente relevante. Quero concentrar-me nessa oportunidade de partilhar a minha música com outras pessoas.

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