Revista Rua

2021-03-22T10:42:42+00:00 Cultura, Em Destaque, Música

Salvador Sobral anuncia novo single “Sangue do meu sangue”

O novo single sai a 24 de março. O novo álbum chamado “BPM” chega a 28 de maio.
Fotografia ©Caroline Deruas
Redação22 Março, 2021
Salvador Sobral anuncia novo single “Sangue do meu sangue”
O novo single sai a 24 de março. O novo álbum chamado “BPM” chega a 28 de maio.

Salvador Sobral já tem data para o lançamento do seu novo álbum, bpm, e o primeiro single sai já esta semana, mais precisamente a 24 de março, com o título “Sangue do meu sangue”. Todas as 14 faixas de bpm foram produzidas por Leo Aldrey e gravadas nos estúdios Le Manoir de Léon, em janeiro de 2021, por Nelson Carvalho.

Quanto aos concertos de apresentação (em Lisboa, no Centro Cultural de Belém, a 25 de junho e no Porto, no Teatro Sá da Bandeira, a 9 de julho), os bilhetes estarão disponíveis nos locais habituais a partir de amanhã, terça-feira, 25 de Março.

Três perguntas a Salvador Sobral:

Como foi trabalhar com o produtor Leo Aldrey?

Quando mandei a letra de “Sangue do meu sangue” ao Leo (produtor e coautor das músicas), ainda na fase de criação do disco, recebi em 24 horas uma estrutura harmónica e melódica absolutamente perfeita, na minha opinião, o melhor casamento letra-música do disco. O Leo consegue sempre perceber perfeitamente o que quero dizer na música e de que forma o quero dizer. E este tema é um exemplo perfeito disso. Mais tarde, durante um passeio e por mera casualidade, passei pelo local onde foi rodado o videoclipe e soube naquele momento que queria filmar ali e que o vídeo teria de ser para este tema. Houve uma espécie de chamamento do espaço que acabou por condicionar o resto. Quanto partilhei a canção e o local com o Jep (realizador), ele teve esta ideia de fazer um plano de sequência comigo ao centro, com enfoque na passagem do tempo.”

Porquê gravar o álbum em França?

Como já referi noutras ocasiões antes, não sou fã de estúdios. Para fazer algo diferente neste disco e tentar aligeirar este processo, decidi gravar fora de Lisboa. Em pesquisas pela Internet profunda, encontrei um estúdio absolutamente encantador no Sul de França, mais precisamente em Léon. Um estúdio bem equipado, com uma casinha ao lado para dormir, à la campagne com veados e coelhinhos. E foi lá, no Le Manoir de Léon, que gravámos as 14 canções que compõem o bpm.

E porquê bpm como título?

Tomo várias decisões nas diferentes áreas da vida durante as minhas insónias. Chamo-lhes IPs (insónias produtivas). O nome do álbum é fruto de uma IP. Numa reflexão sobre a música e a vida, chego à conclusão de que o elemento mais forte que as une são os bpm (batimentos por minuto). É o que nos dá vida, os batimentos do coração, e é o que dá pulso à música, o que a faz viver. Lembro-me sempre de quando estava no hospital: fazia vários eletrocardiogramas e, numa fase mais delicada, também havia um monitor que mostrava sempre os meus bpms. E isso, curiosamente, transmitia-me uma sensação de familiaridade. Os bpms eram algo que eu conhecia bem da música. Assim foi, ficou ali decidido que o disco chamar-se-ia “bpm”. Já pude dormir em paz. Pelo menos nessa noite.

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