Revista Rua

2021-04-19T15:22:16+01:00 Cultura, Outras Artes

SEMIBREVE 2020: performances, workshops e trabalhos inéditos numa edição alternativa

Com o Mosteiro de São Martinho de Tibães como palco, o festival decorrerá no fim de semana de 24 e 25 de outubro, virtualmente e de forma presencial.
Fotografia cedida por Semibreve
Redação14 Outubro, 2020
SEMIBREVE 2020: performances, workshops e trabalhos inéditos numa edição alternativa
Com o Mosteiro de São Martinho de Tibães como palco, o festival decorrerá no fim de semana de 24 e 25 de outubro, virtualmente e de forma presencial.

Por Sara Araújo

No ano em que celebra a sua 10ª edição, o festival SEMIBREVE apresenta uma programação especial devido ao impacto do Covid-19. Com o Mosteiro de São Martinho de Tibães como palco, o festival decorrerá no fim de semana de 24 e 25 de outubro, virtualmente e de forma presencial para um número reduzido de pessoas. Apesar de diferente, o programa está recheado de propostas que valorizam a música eletrónica e a arte digital: performances filmadas, trabalhos inéditos, instalações audiovisuais, residências artísticas, conversas sobre as implicações da pandemia na música eletrónica e um workshop sobre música concreta para toda a família.

Obras exclusivas para apresentação no festival

Vindos de vários cantos do mundo, um leque de artistas irá apresentar trabalhos produzidos de forma inédita para o festival SEMIBREVE. Falamos em nomes como Ana da Silva, fundadora banda dos anos 70 The Raincoats; Beatriz Ferreyra, compositora argentina pioneira da música eletrónica; Jessica Ekomane, artista sonora francesa e produtora de música eletrónica; Jim O’Rourke, respeitado produtor e músico norte-americano de culto único; Kara-Lis Coverdale, atual compositora e produtora de música eletrónica; Keith Fullerton Whitman, conceituado músico e produtor norte-americano de eletrónica; e Tyondai Braxton, compositor, músico e ex-membro e fundador do grupo Battles. As obras serão transmitidas via streaming no website do festival e em formato instalação no Mosteiro de Tibães.

Programa de Conversas

A música faz parte de um dos setores mais devastados pela pandemia. Com as novas medidas de segurança e o cancelamento dos concertos, os artistas tiveram de improvisar novas formas de chegar às pessoas e continuarem a ter rendimentos. No SEMIBREVE 2020 irão decorrer quatro conversas para discutir alternativas para a produção de música eletrónica neste contexto pós-pandemia, a relação entre o Som e a ecologia, as diferenças entre o presencial e o virtual e quais as implicações da pandemia na lógica performativa da música eletrónica. Algumas das personalidades convidadas são: David Toop (músico e escritor), Jessica Ekomane (compositora), José Alberto Gomes (músico, artista sonoro e curador), Chris Watson (artista sonoro), Nuno da Luz (artista), Margarida Mendes (artista e curadora), Raquel Castro (investigadora e programadora cultural) e Gonçalo Frota (jornalista).

Residências Artísticas

Para alguns artistas, criar tem de reunir determinadas condições que podemos encontrar no Mosteiro de Tibães: tranquilidade, paz e solidão. A pensar nisso, o SEMIBREVE convidou um conjunto de artistas para passar alguns dias antes do festival no Mosteiro, com o objetivo de desenvolverem novos trabalhos. Entre eles estão Klara Lewis, aclamada compositora sueca de música eletrónica, Laurel Halo, compositora norte-americana de eletrónica, Nik Void, compositora britânica, Oliver Coates, compositor, violoncelista e produtor britânico, e Pedro Maia, realizador e artista visual português.

Performances

Para trazer até nós alguma da energia presente num concerto, um conjunto de performances vão ser filmadas e transmitidas em formato screening e também no website do festival. Graças a uma parceria do Canal 180, o músico português Gustavo Costa, Klara Lweis, Laurel Halo e Oliver Coates são alguns dos artistas que vão atuar na Casa do Volfrâmio, localizada na mata do Mosteiro de Tibães.

Instalações Audiovisuais

Além da música, neste festival também há lugar para a divulgação de projetos que nos encaminham para realidades cada vez mais inovadoras. Em parceria com a empresa Interactive Experiences and Digital Signage (EDIGMA) serão apresentados alguns projetos artísticos ligados à interatividade, ao som e à imagem. Um deles venceu o EDIGMA SEMIBREVE Award 2020 e pertence aos artistas alemães Merani Schilcher e Vinzenz Aubry. Com o nome Unknown Territories – Searching for Islands, esta instalação interativa identifica ilhas a partir de formas de areia criadas pelos utilizadores. Mas além dos projetos profissionais, a EDIGMA pretende valorizar aqueles que são o futuro da arte digital. Para isso, criou o prémio EDIGMA SEMIBREVE Scholar, onde foram selecionados alguns trabalhos de estudantes universitários, que também estarão disponíveis no Mosteiro de Tibães. Alguns deles são: Randomofone, de Francisco Leal e Luís Ventura, Dancing about Architecture, de Diogo Borges, João Maia e Silva, Miguel Moreno e Olívia e Hiato, de Francisco Oliveira e Mariana Vilanova.

Workshop de música concreta para reunir toda a família

O programa do SEMIBREVE conta ainda com uma opção para toda a família: um workshop de música concreta (um tipo de música eletrónica), que decorrerá em parceria com o CIRCUITO (um projeto que faz parte do Serviço Educativo de Braga Media Arts).

O bilhete que permite o acesso físico ao Mosteiro de Tibães tem um custo de seis euros e pode ser adquirido no website do festival. Para além das propostas do festival, os visitantes podem aproveitar para visitar o mosteiro, um dos edifícios mais antigos da cidade de Braga.

Este festival organizado pela AUAUFEIOMAU (cooperativa cultural) tem Luís Fernandes como Diretor Artístico e recebe o apoio da Câmara Municipal de Braga.

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