Revista Rua

2019-10-17T11:18:14+01:00 Cultura, Outras Artes

Serralves expõe obra de Rui Sanches em Santo Tirso

Anunciação é o nome da obra a ser apresentada na Capela do Sr. dos Passos, em Santo Tirso, no âmbito do acordo de integração do município de Santo Tirso como Fundador de Serralves.
Rui Sanches
Redação17 Outubro, 2019
Serralves expõe obra de Rui Sanches em Santo Tirso
Anunciação é o nome da obra a ser apresentada na Capela do Sr. dos Passos, em Santo Tirso, no âmbito do acordo de integração do município de Santo Tirso como Fundador de Serralves.

Texto: Inês Rodrigues

Resultado de uma parceria estabelecida entre a Fundação de Serralves e o Município de Santo Tirso, esta exposição está aberta a partir do dia 17 deste mês até dia 15 de dezembro de 2019. Esta iniciativa integra-se num programa de exposições e apresentação de obras da Coleção de Serralves especificamente selecionadas para os locais de exposição com o objetivo de tornar este acervo acessível a públicos diversificados de todas as regiões do país.

Este programa de itinerâncias percorre o país, apresentando diferentes exposições e obras em mais de 30 locais e municípios, cumprindo assim a Fundação de Serralves, que este ano celebra o seu 30º aniversário, a sua missão de apoio efetivo à descentralização da oferta cultural.

De relembrar que Rui Sanches desenvolve, desde o início dos anos 1980, uma das mais destacadas obras do panorama da escultura portuguesa. O seu trabalho, reconhecido pelo grande conhecimento da história da arte, questiona e reinventa os pressupostos clássicos da escultura através do desenvolvimento de princípios construtivos básicos e da constante utilização e combinação da madeira e seus sucedâneos, destaca-se o contraplacado com outros materiais (ferro, alumínio, espelho, gesso, etc.).

O artista convoca um dos mais importantes temas da arte medieval e do Renascimento – o anúncio do Arcanjo Gabriel à Virgem Maria de que ela seria a mãe de Jesus Cristo –, que figura no repertório de quase todos os grandes mestres (Giotto, Botticelli, Leonardo da Vinci e Caravaggio, por exemplo), para estabelecer uma ponte entre classicismo e contemporaneidade.

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