Revista Rua

2019-12-02T16:25:32+00:00 Negócios, Radar

TABIQUE: duas décadas da engenharia portuguesa com assinatura

“A engenharia portuguesa, a nível mundial, é uma referência”, diz Fernando de Almeida e Santos.
Fotografia ©Nuno Sampaio
Maria Inês Neto
Maria Inês Neto2 Dezembro, 2019
TABIQUE: duas décadas da engenharia portuguesa com assinatura
“A engenharia portuguesa, a nível mundial, é uma referência”, diz Fernando de Almeida e Santos.

Desde a primeira obra que a TABIQUE se assume como uma empresa de referência nacional na prestação de serviços de engenharia no setor da construção. Num momento em que a empresa celebra 20 anos de especialização técnica nas áreas de intervenção, fomos conhecer um pouco da filosofia que tem estruturado um percurso de sucesso num setor em constante mudança.

Mantendo um reconhecimento pela sua versatilidade num mercado competitivo e em evolução, a TABIQUE tem apostado na aplicação de novos produtos e soluções de engenharia. Estes 20 anos de atuação acompanharam momentos bons e maus do setor, nomeadamente uma grande crise na área da construção, entre 2011 e 2016. “Tínhamos dois grandes clientes, nomeadamente a EDP, que nos foram mantendo com força ao longo do percurso”, conta-nos o administrador da TABIQUE, o engenheiro Fernando de Almeida e Santos, também vice-presidente nacional da Ordem dos Engenheiros.

Fotografia ©Nuno Sampaio

A TABIQUE celebra, não só 20 anos da adjudicação da primeira obra – a reabilitação da Rua da Restauração, no Porto, no âmbito da eleição da cidade como Capital Europeia da Cultura, em 2001- até ao milésimo projeto, curiosamente na cidade onde está sediada a empresa. “A obra mil calhou ser aqui em Braga e é para a Cruz Vermelha, sendo que nós oferecemos os serviços de fiscalização desta obra. É uma responsabilidade social que queremos ter para com a cidade. Já o fizemos na reabilitação do Bom Jesus, enquanto Património Mundial da UNESCO. Dá-nos algum prazer podermos fazer isso na nossa cidade”, partilha. A internacionalização da empresa veio proporcionar a atuação em diversos projetos, em mais de dez países, destacando: Colômbia, Espanha, França, Moçambique e até na Polónia.

Enquanto vice-presidente da Ordem dos Engenheiros, Fernando de Almeida e Santos não deixa de fazer um balanço acerca da atualidade do setor, garantido que: “A engenharia portuguesa, a nível mundial, é uma referência e tenho a perfeita noção que é uma engenharia de assinatura. A procura da população jovem para a engenharia tradicional está muito aquém das necessidades de Portugal, mas isto não é apenas um problema português, mas sim europeu, o que faz com que, para que tenhamos engenheiros cá e em quantidade temos de os importar. O bom disso é que, os que cá estão, vão aumentar o valor e os salários – isto ainda não está refletido na realidade, mas é uma perspetiva. Por outro lado, se pensarmos que essa engenharia feita cá é de vanguarda, enquanto as segundas linhas é que são importadas, e se conseguirmos exportar essa mesma vanguarda podemos continuar a ter a engenharia portuguesa num patamar superior, comparativamente a outros países”.

Fotografia ©Nuno Sampaio

A engenharia ao serviço das pessoas e a constante procura pela oferta qualificada e com assinatura, preservando o sentido de confiança pública, pretende traçar um futuro com rigor e profissionalismo que sempre caracteriza a TABIQUE. “Quero estar daqui a vinte anos a olhar para trás com orgulho e, se possível, rodeado de pessoas felizes e identificadas com a empresa. Esse é o foco: as pessoas sentirem-se bem aqui dentro e sabermos crescer de forma orientada, sustentada e responsável”, termina o engenheiro Fernando de Almeida e Santos.

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