Revista Rua

2018-08-20T12:12:30+01:00 Ao Volante, Atelier

Tanto por tão pouco

Dacia Duster
Nuno Sampaio4 Junho, 2018
Tanto por tão pouco
Dacia Duster

A Renault cumpriu mais um ano de liderança em Portugal. São já 20. O Clio brilha, mas os SUV estão a crescer. E o Dacia Duster é a arma de eleição, sobretudo agora que chega como Classe 1. Mexer apenas no que interessa, sem radicalizar o conceito. Foi o que os responsáveis da Dacia certamente pensaram na conceção deste novo Duster, cuja longevidade no mercado, apesar de assinalável (presente desde 2010), já começa a acusar o peso dos anos.

O novo Duster evoluiu muito face ao anterior, em termos de qualidade de materiais e soluções, mas igualmente ao nível do equipamento e estética, agora substancialmente mais atraente, apesar de, na essência, ter mantido as linhas que o identificam como o modelo mais popular da Dacia. O problema foi que, para separar o capot do motor da mecânica, de forma a proteger a cabeça dos peões em caso de atropelamento, o Duster passou a ter uma altura de 1,12 metros ao nível das rodas, que urgia cortar em pelo menos dois centímetros.

A evolução do Duster traz também equipamento reforçado. O sistema de mãos livres para o telefone está disponível, o ar condicionado pode ser automático e o avisador de ângulo morto, a regulação automática dos faróis e um sistema de estacionamento com quatro câmaras também são opção.

O aumento do equipamento e a melhoria na insonorização tem o reverso da medalha no peso, com os novos Duster a pesarem, em média, mais 120 kg do que os anteriores.

O novo Dacia Duster está disponível em Portugal nas versões 4×2 e 4×4, com motorizações a gasóleo e a gasolina, com caixa manual ou automática de dupla embraiagem EDC. Na versão a gasóleo contamos com um 1.5 dCi de 110 cv e na versão a gasolina contamos com um 1.2 TCe de 125 cv. O preço base são uns convidativos 15.500 euros.

Fotografia: ©Groupe Renault

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