Revista Rua

2026-01-20T10:43:34+00:00 Cultura, Outras Artes, Radar

Trabalho Refundido, de Pedro Bastos, inaugura a 24 de janeiro no Palácio Vila Flor, em Guimarães

Pedro Basto nasceu em Guimarães em 1980, cidade onde reside e trabalha. O seu trabalho artístico é análogo ao de um respigador. Encontra objetos e apropria-se deles, criando novas narrativas; ou mesmo produzindo diferentes objetos, seja em vídeo, filme, fotografia, pintura, etc.
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Redação20 Janeiro, 2026

Trabalho Refundido, de Pedro Bastos, inaugura a 24 de janeiro no Palácio Vila Flor, em Guimarães

Pedro Basto nasceu em Guimarães em 1980, cidade onde reside e trabalha. O seu trabalho artístico é análogo ao de um respigador. Encontra objetos e apropria-se deles, criando novas narrativas; ou mesmo produzindo diferentes objetos, seja em vídeo, filme, fotografia, pintura, etc.

No próximo sábado, dia 24 de janeiro, às 16h, o artista visual e realizador Pedro Bastos inaugura a exposição Trabalho Refundido no Palácio Vila Flor, em Guimarães. A exposição possibilitará a imersão na prática artística expansiva e multifacetada do artista vimaranense, uma prática em permanente fluxo, por ele entendida como caixa de ressonância da sua experiência vivida e do seu olhar sobre o mundo.

O atelier de Pedro Bastos (Guimarães, 1980), um espaço fabril devoluto, nas suas palavras, “um lugar de sombras e fantasmas deste território”, e os objetos que ali encontrou abandonados, entregues à ferrugem e à sujidade, estão na origem da sua produção artística mais recente. O lugar desativado da fábrica e a experiência vivida desse espaço definem o quadro de referência desta exposição, na qual convergem, entre outras obras, pinturas sob diferentes suportes (chapas de metal, papel Kraft, a parede da galeria) e imagens em movimento, expressões, ainda segundo o artista, da “vontade de preservar a memória, enquanto esta tende para o seu apagamento. Cada tentativa da sua recuperação é como uma refundição dela mesma”.

A situação expositiva é definida, igualmente, pela presença frequente do artista no espaço, seja para aí trabalhar, nomeadamente na execução de uma pintura mural, seja para conversas, que se estendem por todo o período da exposição, com um círculo de pessoas que têm vindo a acompanhar o seu trabalho. “Trabalho Refundido” possibilita a imersão na prática artística expansiva e multifacetada de Pedro Bastos, uma prática em permanente fluxo, por ele entendida como caixa de ressonância da sua experiência vivida e do seu olhar sobre o mundo.

Esta exposição é acompanhada por um programa público (com entrada gratuita até ao limite da lotação) que estabelece um arco desde a sua abertura até ao seu fecho. Assim, logo no dia seguinte à inauguração, decorrerá uma Visita guiada com Pedro Bastos no domingo 25 de janeiro (11h00). As sextas-feiras entre 30 de janeiro e 6 de abril abrirão lugar para as conversas informais “Habitar o espaço”. O sábado 7 de fevereiro (16h00) irá conduzir-nos para um Encontro com Pedro Bastos no seu atelier, localizado na Rua da Liberdade. Já no dia 21 de fevereiro (16h00), voltaremos a encontrar-nos no Palácio Vila Flor (CCVF) para a performance “Ave rara – noites de insónia oferecidas a quem não pode dormir”. Por último, terá lugar a Conversa de encerramento da exposição no sábado 11 de abril (16h00). A informação respeitante a esta exposição e respetivo programa público pode ser consultada online em www.aoficina.pt e em www.ccvf.pt.

A exposição Trabalho Refundido, coproduzida por A Oficina e Guimarães Project Room, com curadoria de Ivo Martins e Pedro Silva, e organização de Ana Sousa e Inês Oliveira, irá inaugurar no sábado 24 de janeiro às 16h00 (com entrada livre até ao limite de lotação do espaço) e poderá ser visitada por público de todas as idades (pelo valor de 2 euros ou 1 euro com desconto) de terça a sábado, das 09h30 às 13h30 e das 14h30 às 18h30, no Palácio Vila Flor, espaço expositivo do Centro Cultural Vila Flor (Av. D. Afonso Henriques, 701, 4810-431 Guimarães).

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