Revista Rua

2020-12-03T10:46:11+00:00 Cultura, Fotografia

Transa_ Baladas do último sol da artista portuguesa Ângela Berlinde em exposição no Porto

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©Ângela Berlinde
Redação3 Dezembro, 2020
Transa_ Baladas do último sol da artista portuguesa Ângela Berlinde em exposição no Porto
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O Espacio Jhannia Castro, no Porto, acolhe a exposição Transa_Baladas do último sol da artista portuguesa Ângela Berlinde até dia 31 de dezembro.

Transa_Baladas do último sol é um projeto em formato de exposição e fotolivro acerca dos  movimentos e causas indígenas do Brasil e todas as forças de descolonização, (livro que será lançado no Porto, na galeria Jhannia Castro durante o mês de dezembro) e surge como mote para uma reflexão sobre a existência contemporânea, ameaçada pelo limbo e brutalidade dos processos colonizatórios que agora se revertem. A Terra, neste tempo suspenso, parece ecoar um grito surdo que agrega todas as forças civilizatórias juntas – as repressoras e as subalternas, as da história majoritária e as minorias, a mulher, o negro, o indígena, o colonizador.

O projeto integra o Pós-doutoramento na  Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro no Brasil e aborda  práticas visuais contemporâneas que problematizam as formas híbridas da fotografia, em interseção com outras línguas, como a pintura, o cinema e a literatura. A obra aponta um diálogo entre o documental e o ficcional, entre-tempos, entre histórias e geografias, entre passado e futuros, entre Portugal e Brasil. Trata-se de uma produção artística e académica, de profunda carga simbólica que inclui fotografias e outras linguagens a partir de mitos e narrativas ancestrais.

Ângela Berlinde ©Antonio Effe

Artista e investigadora no campo do hibridismo da Fotografia, Ângela Berlinde interessa-se pelo lugar do artista nestes tempos obscuros e apela a uma ressignificação do tempo presente, numa tentativa poética de captar o curso irreversível do tempo e de todos os acontecimentos brutais que permanecem a marcar o curso da história. Diz procurar “agitar as águas de uma Terra em Transe e ousar um imaginário transgressor sobre o lugar do artista, que vive permanentemente no fio do abismo”.

Sem medo do escuro, Ângela Berlinde traz para o campo da arte o gesto político de propagar alegorias que pairam no limbo, não somente entre o documental e o ficcional, mas entre-tempos, entre histórias e geografias, entre passado e futuros, entre Portugal e Brasil.

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