Revista Rua

2019-02-13T20:43:15+00:00 Gastronomia, Sabores

Uma carta Egoísta para aquecer o inverno

O restaurante Egoísta, na Póvoa de Varzim, é conduzido pelo chef Hermínio Costa e a sua carta de inverno é uma ode à estação fria.
Chef Hermínio Costa, no Egoísta ©Nuno Sampaio
Andreia Filipa Ferreira
Andreia Filipa Ferreira5 Fevereiro, 2019
Uma carta Egoísta para aquecer o inverno
O restaurante Egoísta, na Póvoa de Varzim, é conduzido pelo chef Hermínio Costa e a sua carta de inverno é uma ode à estação fria.

Foi numa típica noite de inverno, marcada pelas rajadas de vento que a Póvoa de Varzim tão bem conhece, que nos sentamos à mesa do Egoísta, o restaurante localizado no coração do mítico Casino da Póvoa – mas sem ligação propriamente dita à azáfama das apostas. Num ambiente tranquilo e ricamente ornamentado, o restaurante Egoísta é o refúgio do chef Hermínio Costa, à frente da casa desde o seu início, em junho de 2009. Dando primazia aos produtos locais e sobretudo aos peixes e mariscos da costa portuguesa, não estivesse o Egoísta em terra de pescadores, o chef apresentou a carta de inverno, marcada pela sazonalidade dos produtos que compõem a ementa – o brilho outonal e os tons frios pintam os pratos apresentados.

A carta de inverno do Egoísta apresenta dois menus de degustação: um com quatro sugestões (50€/pessoa) ou outro com seis (80€/pessoa). Com uma seleção de vinhos apropriada à refeição, as propostas do Egoísta são uma mistura entre quente e frio: o calor da partilha à mesa e a frescura dos ingredientes em destaque.

Começámos por uma opção amuse bouche (aperitivo de tamanho pequeno, para uma única mordida) composta por ovo de codorniz escalfado com caldo de galinha e trufa. Destacamos também, nesta fase de iniciação à refeição, o próprio Pão Egoísta, um pão em formato de molécula, uma inspiração que o chef Hermínio Costa trouxe de Paris.

Iniciando o menu de degustação, a carta apresenta-nos Carabineiro do Atlântico, Foie Gras, Geleia do Mar, Esferas de Wasabi e Lúcia Lima, um prato que pode surpreender os palatos mais conservadores graças à explosão de sabor proporcionado pelo wasabi. A acompanhar, um vinho do Dão, apelidado Munda, pode ser o par perfeito.

Ainda no Peixe, existem mais duas sugestões que fazem as delícias dos apreciadores e compõem as preferências do chef: Bacalhau Negro do Alasca, Bisque de Lagostins e Clorofila de Coentros e ainda Pregado de Mar, Batata Parisiense, Geleia de Beterraba e Espinafres. Para este último prato, um Pinot Noir 2015 do Casal Santa Maria pode ser a escolha certa.

Nas carnes, a sugestão do chef para este menu de degustação composto por seis momentos passa por Black Angus, Feijão Mungo, Sementes de Sésamo e Cogumelos Brancos e Redução de Vinho do Douro. Esta opção será o manjar para os amantes de carne – suculenta e saborosa. A acompanhar, um vinho da Bairrada: Clefs D’Or da Quinta da Curia.

Black Angus Fotografia ©Jorge Simão

Enquanto a sobremesa tão desejada não chega, é momento de provar a variedade de queijos, deixando o Blandy’s Madeira respirar no seu copo. A Ilha de Madagáscar é o nome da sobremesa desenhada pelo chef Hermínio Costa, envolvendo chocolate Madagáscar, café e creme de Alcaçuz. Com leves brilhos dourados nas folhas de cacau que embelezam esta iguaria doce, este é o momento de admirar a proeza e ser Egoísta – não partilhando a sobremesa com ninguém!

Informação: o Egoísta tem uma carta de vinhos variada, destacando vários produtores nacionais. Ricardo Salgado é o responsável que o poderá ajudar a fazer a melhor escolha.

Conheça melhor o Restaurante Egoísta na próxima edição da Revista RUA.

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