Revista Rua

2018-12-17T18:19:29+00:00 Cultura, Música, Radar

Uma noite de reis com música made in Braga

A promotora/agência musical BAZUUCA, de Braga, organiza a 5 de janeiro a Noite dos Reis, um evento que promete explorar a boa música nascida na região.
Andreia Filipa Ferreira
Andreia Filipa Ferreira17 Dezembro, 2018
Uma noite de reis com música made in Braga
A promotora/agência musical BAZUUCA, de Braga, organiza a 5 de janeiro a Noite dos Reis, um evento que promete explorar a boa música nascida na região.

João Pereira é responsável da promotora/agência musical BAZUUCA e, neste virar de ano, faz-nos uma retrospetiva da música feita na cidade de Braga. Traçando diversos elogios à produção/criação musical na região, João Pereira aproveita para nos explicar o conceito do evento que se aguarda: Noite dos Reis, a 5 de janeiro, no Lustre, uma ação de concertos flash com nove bandas – Bed Legs, GrandFather’s House, Máquina del Amor, No!On, PALAS, QUADRA, This Penguin Can Fly, The Missing Link e Tundra Fault.

João Pereira ©Gonçalo Delgado

Em primeiro lugar, gostaríamos que nos apresentasse a BAZUUCA. Como nos descreveria esta promotora?

A BAZUUCA é uma plataforma que se dedica à conceção e implementação de projetos culturais, em várias áreas e diversos meios de criação artística. Temos marcado presença em eventos de todo o país, mas com um foco maior em Braga, dinamizando a cidade na sua versão cultural, com iniciativas regulares e levando vários artistas locais a diferentes pontos do país.

Portanto, são bracarenses e já tiveram oportunidade de trabalhar com imensas bandas da região, ajudando na difusão da sua música. De uma maneira geral, como apresentaria a música feita nos últimos tempos na região?

A música em Braga está a passar uma fase brutal, ao nível da produção e edição musical. Nos últimos anos têm surgido bandas de diferentes géneros com bastante qualidade. E também é curioso ver elementos de umas bandas a juntarem-se a outros músicos e a criarem novos projetos. Este boom talvez se deva muito ao facto de a cidade ter uma sala de ensaios para as bandas, haver também espaços como o Projectil, Sé La Vie, Rock Star e a iniciativa Trabalho da Casa do gnration, que dá oportunidade de as bandas gravarem e tocarem nesse espaço cultural.

Que bandas temos mesmo de seguir em 2019? Porquê?

Todas as bandas com quem trabalhamos e aquelas que vamos trazendo à cidade (risos).
Falando mais a sério, sinceramente, acho que o importante é as pessoas terem a liberdade e a vontade de descobrir e procurar música, conhecer o trabalho dos artistas e serem surpreendidos. É isso que nos marca e cria uma ligação com a(s) banda(s).

Como responsável da BAZUUCA, considera que o próximo ano trará novidades ao panorama musical regional/nacional?

Sem dúvida. Nestes últimos anos temos sido surpreendidos pela quantidade e qualidade de bandas que nasceram e discos editados. 2019 não será diferente e até, pelo que tenho visto, será mais um grande ano para a música portuguesa.

Podemos falar do evento agendado para janeiro, Noite de Reis, no Lustre, em Braga? O que podemos esperar? Qual é o principal objetivo desta noite?

A Noite dos Reis da BAZUUCA, mais do que juntar a família para uma grande noite de música, serve para assinalar o fantástico momento que Braga atravessa a nível de produção/edição musical, como referi anteriormente. Um verdadeiro arsenal de música munido pelo melhor que esta montra artística de Braga tem apresentado e que pretende instigar novos músicos para a criação própria.

Estas ideias, de concertos flash, são para continuar dentro da BAZUUCA?

Esta ideia não é nova. Já fizemos algo semelhante na edição de 2017 da Braga Music Week (um evento que organizamos com a NAAM) com a homenagem épica aos Mão Morta, onde tivemos 16 bandas a tocarem os temas dessa mítica banda de Braga, no gnration, em três palcos espalhados pelo espaço.
Desta vez, vamos juntar as nossas nove bandas, com os concertos a acontecerem em dois palcos montados em duas salas no Lustre, que é um espaço que tem crescido bastante neste último ano.
Como não estamos presos a nenhum conceito, temos a liberdade de pôr em prática as nossas ideias sempre que acharmos ser o tempo ideal para concretizarmos.

Em termos gerais, que propósitos espera a BAZUUCA concretizar em 2019?

Confesso que não sou muito de fazer planos para o futuro. O caminho que tenho trilhado com a BAZUUCA tem sido sempre com base no trabalho, dedicação e respeito. Este projeto tem crescido de forma tão natural e espero que continue a ser assim. Espero apenas ter possibilidade de poder organizar mais eventos diferenciadores na cidade, que a Braga Music Week continue a crescer, que as “nossas” bandas construam cada vez mais o seu espaço no panorama musical português e internacional, e quem sabe, ter a possibilidade de juntar alguém que trabalhe comigo na BAZUUCA (dava jeito)!

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