Revista Rua

2019-12-18T16:41:34+00:00 Cultura, Música

Vem aí uma nova edição da Noite dos Reis da Bazuuca

É já no dia 4 de janeiro que a promotora musical Bazuuca organiza a segunda edição da Noite dos Reis com bandas de Braga.
João Pereira, fotografado no Café Concerto RUM by Mavy por Nuno Sampaio
Andreia Filipa Ferreira18 Dezembro, 2019
Vem aí uma nova edição da Noite dos Reis da Bazuuca
É já no dia 4 de janeiro que a promotora musical Bazuuca organiza a segunda edição da Noite dos Reis com bandas de Braga.

Depois de mais um ano de promoção da melhor música made in Braga, a Bazuuca anuncia a segunda edição da Noite dos Reis, um evento especial que junta as bandas bracarenses em dois palcos no Lustre, já a 4 de janeiro. O objetivo? criar um momento especial onde vários géneros musicais coexistem num mesmo espaço, numa noite que promete mostrar a qualidade das bandas bracarenses. João Pereira é o rosto do evento e o responsável pela promotora/agência musical Bazuuca e esteve à conversa connosco para nos explicar que surpresas há nesta edição.

Fotografia Nuno Sampaio

Em primeiro lugar, convidámos o João para uma retrospetiva. Considera que o ano de 2019 foi bom para a música feita em Braga – e promovida pela Bazuuca?

O ano de 2019 foi um ano incrível para a Bazuuca, em todos os sentidos. Começámos logo com a Noite dos Reis, uma estreia que confesso que não esperava que corresse tão bem. Senti que marcámos as pessoas nesse evento e isso foi muito importante. Aliás, foi essa a razão que me levou a equacionar fazer uma segunda edição, logo no início de 2020. Neste momento, a Bazuuca agencia imensas bandas e tivemos oportunidade de as ver pisar palcos importantes em 2019, como o festival Vodafone Paredes de Coura e o Super Bock Super Rock. Estamos mesmo felizes! Creio que, nos últimos cinco anos, vivemos um período de expansão brutal e a ideia é continuar, ajudando as bandas bracarenses a crescer – porque crescer sozinho é bem mais complicado.

Como vê a presença da música bracarenses nos palcos de Braga? Antevê um 2020 promissor?

Um pouco à semelhança do que está a acontecer um pouco por todo o país, a cidade de Braga está com um boom de bandas considerável e com muita qualidade. Não sei se em 2020 vamos continuar neste exponencial de crescimento, mas espero que sim. Estamos cá para ajudar!

 

A Noite dos Reis da Bazuuca serve exatamente para isso, não é?

Sim. A Noite dos Reis serve esse propósito de promover as bandas de cá. Precisamos de dar a conhecer que Braga tem esta cultura, esta qualidade a nível musical. Depois, o meu trabalho baseia-se numa tentativa constante de exportar o que é feito em Braga. Não adianta as bandas estarem cá e não saírem da garagem ou tocarem só nos espaços locais. É necessário mais pessoas conhecerem o trabalho destes projetos.

A primeira edição da Noite dos Reis da Bazuuca aconteceu em janeiro de 2019 e foi um momento muito especial. Que descrição faz dessa noite?

Na primeira edição contamos com a presença, no Lustre, de nove bandas (que fazem parte do portefólio da Bazuuca) e, cada uma delas, tocou 20 minutos. Numa primeira fase, eu estava com receio porque não conseguia prever a aceitação que o evento teria, mas meia-hora após as portas abrirem, a minha preocupação passou a ser se haveria espaço para tanta gente. Estavam mais de mil pessoas, num ambiente de convívio mesmo especial. Houve até quem me dissesse que nem parecia uma noite em Braga! (risos) Foi um ambiente muito especial, completamente diferente em comparação com vários eventos que acontecem na cidade.

Então, depois desta estreia tão especial, que novidades existem para esta edição de 2020?

A minha ideia não era fazer mais do que uma edição. Sempre pensei em fazer uma, mostrando o que se passava por cá em termos musicais, e pronto! Mas fui quase desafiado a fazer uma segunda edição… e cá estamos! (risos) Nesta edição, decidi trocar algumas bandas e mudar um bocadinho a dinâmica de concertos: serão oito bandas e vão tocar 25 minutos cada em dois palcos no Lustre. São todas bandas residentes em Braga, que trabalham em Braga e que eu acho que, talvez, estejam a passar a melhor fase. Falo então de Bed Legs, QUADRA ou No | On, que tiveram um 2019 incrível; ainda, Ângela Polícia, o alter ego de Fernando Fernandes dos Bed Legs, Homem em Catarse e Mr. Mojo. Já IVY CLANG são dois projetos recentes que também vão animar esta Noite dos Reis. Estas bandas, se virmos num plano geral, são todas muito diferentes e isso interessa-me para não ser uma Noite dos Reis apenas com rock ou eletrónica. É importante!

Na realidade, eu poderia ter feito exatamente a mesma coisa que fiz na primeira edição da Noite dos Reis, porque acho que foi um acontecimento tão incrível que devia ser repetido. Quem estava lá percebeu que aquilo foi especial. Se calhar, se mantivesse a mesma lógica, acabaria por correr bem na mesma, mas achei que repetir não seria muito interessante (risos) Então, optei por retirar uma banda do alinhamento e acrescentar mais tempo de atuação. A lógica é que mal termine um concerto num palco, inicie de imediato o concerto seguinte no segundo palco.

Fotografia Nuno Sampaio

A comunicação deste evento também é um dos destaques. Desta vez, optaram por um cartaz que é uma ilustração, certo?

Sim, convidei o Luís Moreira a fazer uma ilustração de cada banda. O que lhe pedi foi para tentar perceber a identidade de cada banda e trazer, em cada ilustração, um bocadinho do ADN do projeto. A ideia era que facilmente se conseguisse perceber se a banda era de música eletrónica, etc. Ele conseguiu essa proeza! O maior desafio foi mesmo juntar todos esses elementos em frente à Sé de Braga porque, realmente, estamos em Braga e a Sé é um monumento marcante. Depois, lembrei-me também que seria giro fazer um livro com as ilustrações das bandas e com textos de Mariana Volz. A junção das ilustrações com os textos sobre cada banda é espetacular! Acaba por estar tudo em torno do imaginário das bandas. Vamos ter alguns livros à venda no dia do evento, de forma a eternizar este momento. É uma forma de marcar o evento, até porque eu não sei se vai existir uma terceira edição! (risos) Eu planeio as coisas conforme o ritmo da cidade, com aquilo que a cidade oferece. Se daqui a meio ano eu perceber que consigo fazer um evento novamente, avanço!

Para além destas novidades, posso também destacar que teremos, neste evento, o apoio da Cerveja Letra, com o lançamento de uma cerveja especial, e ainda uma exposição com as ilustrações já referidas.

Quer deixar-nos um convite para os leitores da Revista RUA marcarem presença nesta Noite dos Reis?

Eu acho que quem for à Noite dos Reis da Bazuuca vai realmente sentir um ambiente diferente, uma energia especial. Eu convido os leitores da RUA a virem também sentir essa energia. Estamos a passar um período de crescimento musical brutal e as bandas devem ser apoiadas e acompanhadas… porque merecem!

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