Revista Rua

2020-01-20T17:56:48+00:00 Cultura, Outras Artes, Radar

Vhils vai ter grande exposição individual nos EUA

O artista português Alexandre Farto, mais reconhecido por Vhils, inaugura a sua primeira grande exposição individual em fevereiro no Cincinnati Contemporary Arts Center, nos EUA.
Vhils ©José Pando Lucas
Andreia Filipa Ferreira
Andreia Filipa Ferreira14 Janeiro, 2020
Vhils vai ter grande exposição individual nos EUA
O artista português Alexandre Farto, mais reconhecido por Vhils, inaugura a sua primeira grande exposição individual em fevereiro no Cincinnati Contemporary Arts Center, nos EUA.

Consagrado pelo seu talento e linguagem visual singular com base na remoção das camadas superficiais de paredes através de ferramentas e técnicas não convencionais, Vhils é um artista português que tenta retratar a vida nas sociedades urbanas contemporâneas, refletindo na sua obra o impacto do desenvolvimento, da passagem do tempo e da transformação material. Com várias obras desenvolvidas em Portugal e no Mundo, Vhils anunciou agora uma exposição individual chamada Haze, que abre portas a 21 de fevereiro no Cincinnati Contemporary Arts Center.

Procurando estabelecer um diálogo subtil com o icónico edifício projectado pela reconhecida arquitecta iraquiana-britânica Zaha Hadid, a exposição ocupa dois andares da instituição – uma das primeiras dedicadas à arte contemporânea nos EUA –, cativando o público com uma diversidade de obras, maioritariamente site-specific, materializadas em vários suportes, incluindo portas de madeira esculpidas, dioramas esculturais, peças de pequeno e grande formato com aglomerados de cartazes esculpidos à mão, instalações vídeo imersivas e composições de gesso cartonado esculpido, entre outras. Numa absoluta estreia mundial, Vhils também irá realizar uma das suas célebres obras com recurso a explosivos dentro de uma instituição artística.

Vhils irá também criar algumas peças com materiais recolhidos nas ruas de Cincinnati, numa abordagem que já não é novidade no trabalho do artista: criar uma interação entre a realidade local e o contexto global mais amplo, como forma de refletir sobre a condição humana atual.

“Esta exposição pode ser vista como uma continuação direta – e, de certa forma, como o culminar – do trabalho que tenho vindo a desenvolver ao longo da última década em vários locais na Europa, África, Ásia, Oceania e nas Américas, que tem explorado uma variedade de tópicos relacionados com a natureza dos nossos ambientes urbanos contemporâneos, o modelo dominante de desenvolvimento globalizado, e o seu impacto em contextos culturais e identidades pelo mundo fora. A exposição irá incluir diversas obras site-specific desenvolvidas como uma manta de retalhos a partir de uma ampla variedade de temas, pessoas e materiais provenientes de locais como Cincinnati, Miami, Los Angeles, Nova Iorque, Cidade do México, Bogotá, Rio de Janeiro, Lisboa, Paris, Londres, Hong Kong, Pequim, Xangai, Dakar, Joanesburgo, Sydney e outras cidades em que trabalhei. Esta justaposição intencional de materiais e temas espelha a interacção entre elementos de várias culturas que observamos hoje nos grandes ambientes urbanos globalizados, e procura tanto confrontar quanto estabelecer um diálogo que explora as semelhanças e as diferenças entre eles”, explica Vhils.

A exposição estará patente até 6 de julho.

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