Revista Rua

2020-01-10T19:02:09+00:00 Personalidades

Wandson Lisboa, sem filtros

Wandson Lisboa é o nosso destaque na rubrica "De olhos postos em...", disponível na nossa edição em papel.
Fotografia Nuno Sampaio
Andreia Filipa Ferreira
Andreia Filipa Ferreira12 Dezembro, 2019
Wandson Lisboa, sem filtros
Wandson Lisboa é o nosso destaque na rubrica "De olhos postos em...", disponível na nossa edição em papel.

Vindo de São Luís do Maranhão, Wandson Lisboa aterrou no Porto há dez anos. O objetivo? Estudar. O imprevisto? Tornar-se o ídolo acessível de Portugal! Com um percurso ligado à criatividade, ao design e ao storytelling, Wandson Lisboa é um dos artistas visuais mais procurados pelas marcas nacionais e soma seguidores no Instagram sem muito esforço. Abrindo-nos as portas de sua casa, Wandson Lisboa pagou finos e recordou momentos vividos num Brasil que o tem deixado tenso. Este é o Wandson… sem filtros!

Vamos fazer uma viagem no tempo. Estamos no Maranhão e tu és uma criança. Olha à tua volta e conta-nos: o que vês? Que memórias tens dessa infância?

Eu correndo no meio da rua, indo para casa da vizinha e bater no portão para brincar com as minhas vizinhas. Ver a minha vizinha e a minha mãe a fazer salgadinhos juntas… e eu a ir roubar salgadinhos… ai! (suspiro) Lembro-me que era tudo muito livre. Os meus pais nunca me privaram de nada, de poder criar, de imaginar as coisas. Lembro-me bem de brincar na rua, no sol quente, descalço.

Ficas nostálgico quando falas no passado?

Agora fiquei! (risos) Quando vim para cá, para Portugal, foi um corte muito grande. Cortei muita coisa pela raiz, sem querer. Depois, qualquer momento que me remeta a alguma memória, um cheiro, uma foto, uma lembrança, faz com que eu fique… (suspiro) assim nostálgico.

Sentes que foste uma criança feliz então?

Completamente! Eu acho que começo a ter essa noção quando chego a adulto e percebo que os meus pais me deram muito amor. A minha infância foi tipo uma bolha que os meus pais criaram para mim, mas uma bolha boa! Ou seja, era como se eu vivesse num mundo mágico onde as coisas aconteciam – claro que com responsabilidade, porque nós sabíamos as nossas privações… nunca fomos uma família rica.

Fotografia Nuno Sampaio

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