Revista Rua

2021-07-20T16:20:38+01:00 Cultura, Em Destaque, Pintura

Zet Gallery leva arte em espaço público ao Minho durante o verão

Da pintura ao azulejo, passando pela escultura Vila Nova de Cerveira, Braga e Caminha promovem a democratização do acesso à arte.
©D.R.
Redação20 Julho, 2021
Zet Gallery leva arte em espaço público ao Minho durante o verão
Da pintura ao azulejo, passando pela escultura Vila Nova de Cerveira, Braga e Caminha promovem a democratização do acesso à arte.

O município de Vila Nova de Cerveira e a zet gallery inauguram, no próximo dia 24 de julho, às 10h, a obra Homenagem ao eterno mestre dos inquietos, da autoria do artista venezuelano Juan Domingues. Trata-se de uma pintura mural em homenagem a Henrique Silva, artista e antigo diretor da Bienal Internacional de Cerveira, integrada no programa de residências artísticas AMAR O MINHO, projeto promovido pelo consórcio MINHO IN que integra os 24 município do Minho.

A intervenção artística, realizada numa das paredes do Cineteatro de Cerveira, apresenta duas figuras de Henrique Silva, correspondendo  a dois períodos da sua vida, nomeadamente da juventude e da atualidade. Juan Domingues procurou “retratá-lo na sua diversidade de momentos de vida, captando-lhe o olhar sincero e inquieto e uma eterna incapacidade de resignação”, desvenda a Helena Mendes Pereira, diretora e curadora da zet gallery. A cerimónia decorre na zona exterior do Cineteatro de Cerveira, seguindo-se às 11h,  a apresentação do livro  “BIENAIS INTERNACIONAIS DE ARTE DE CERVEIRA (2008 a 2020): resiliências, crises e transformações.”, da autoria de Helena Mendes Pereira, uma edição daquele município com o apoio da Fundação Bienal de Arte de Cerveira e da Universidade do Minho.

Intervenções artísticas em espaços públicos para democratizar o acesso à arte

A par deste mural, a zet gallery vai preencher o mês de agosto com inaugurações na região do Minho,  levando a cultura ao espaço público através de várias formas de expressão artística. Após a intervenção artística de Rafa Lopéz em mais uma antena  de telecomunicações da Altice, na Branda da Aveleira em Melgaço, inaugurada recentemente, a zet gallery prossegue o seu trabalho de democratização de acesso à arte através do espaço público com a inauguração, em agosto, do painel de azulejos coletivo que está a ser desenvolvido por sete artistas femininas, no âmbito da Feira do Livro de Braga. No dia 13 de agosto, o Altice Forum Braga ganha assim mais uma obra de arte, materializando mais uma  produção artística cedida pela zet gallery e pelo dstgroup à cidade e ao município de Braga. Com curadoria de Helena Mendes Pereira e sob coordenação técnica de Bárbara Forte, “SER MULHER, SER ARTISTA” foi um desafio lançado a uma dúzia de artistas, mulheres, para pensarem a partir do que é ser mulher e ser artista em pleno século XXI e, em particular, num tempo marcado pela Covid-19. “A narrativa do resultado conta-nos estórias de mulheres que sonham, lutam, criam, são complexas, inteiras, capazes e inspiradoras”, adianta a curadora.

Em  Caminha, a 17 de agosto, o município homenageia António Pedro, personalidade do teatro, da literatura, das artes plásticas e da cultura, de uma forma geral, com a inauguração da obra “MULHER-CÃO E A ILHA DO ANJO”, da autoria de Pedro Figueiredo.

55 anos após o desaparecimento de uma das vozes que fez parte da primeira geração de surrealistas portugueses, Pedro Figueiredo foi convidado, no âmbito do programa de residências artísticas AMAR O MINHO,  a desenvolver um conjunto escultório, em bronze, constituído por dois elementos. “A mulher inspirada no óleo sobre tela, Ilha do Cão, que António Pedro pintou em 1941 e que parte do referencial paisagístico deste lugar e, em particular, da Ínsua, e O Querubim, segundo elemento escultórico, que encima o muro de suporte, observando a cena e trazendo o surrealismo idílico à proposta de Pedro Figueiredo, cujo vocabulário plástico é perfeitamente reconhecível nesta obra”, revela Helena Mendes Pereira.

 

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