Revista Rua

2021-07-12T14:20:47+01:00 Cultura, Música

ZZ Jazz no Eixo arrancou no passado fim de semana

Braga deu as boas-vindas ao jazz!
Fotografia ©Miguel Estima
Miguel Estima12 Julho, 2021
ZZ Jazz no Eixo arrancou no passado fim de semana
Braga deu as boas-vindas ao jazz!

O evento que promove o jazz durante dois fins de semana seguidos em Braga teve o seu início na passada quinta-feira, 8 de julho, com um concerto no gnration com a trompetista Jaimie Branch, com um fortíssimo concerto. E a repetente e sempre bem-vinda guitarrista Mary Halvorson, que atuou no segundo dia, com o trio Thumbscrew.

Foi no sábado no Espaço Vita, que a dupla Dave Douglas e Franco D’Andrea, amigos de longa data e cúmplices, alinham com um novo quarteto que inclui a baixista italiana Federica Michisanti e o percussionista norte-americano Dan Weiss, apresentando temas de ambos. Um concerto fantástico, que deixou os melómanos sedentos de mais e melhor jazz na cidade de Braga.

No Theatro Circo, a cantora Maria Mendes apresentou Close To Me, álbum vencedor de um prémio Edison e nomeado para os Grammy e Latin Grammy.

No domingo só aconteceu um dos concertos previstos e assim o Theatro Circo acolheu Mário Laginha que se apresentou com o seu LAN Trio, juntamente com os músicos Julian Argüelles e Helge Andreas Norbakken, tendo apresentado o último trabalho editado pela Edition Records de título “Atlantico”.

Ainda a relembrar que, no próximo fim de semana, o gnration dedica-se ao jazz nacional e levará a palco dois quartetos de luxo. A 15 de julho, o saxofonista Ricardo Toscano mostrará a sua paixão por John Coltrane com A Love Supreme; no dia seguinte, o trompetista Luís Vicente convida Luke Stewart (Irreversible Entanglements, Archie Shepp, etc.), a quem ainda juntará nesta estreia de formação o saxofonista norte-americano John Dikeman e o baterista holandês Onno Goevart.

Mimi Froes vai atuar no Theatro Circo, no sábado, 17 de julho, às 18h. Mimi assume voz, texto e música em tudo o que faz. É uma escritora de canções nata. O trabalho personalizado, intimista, de forte humanismo latente, constitui peças-chave quando nos deparamos com uma artista como Mimi Froes. Desde cedo se destacou para milhões de pessoas até à brilhante presença no Factor X (Portugal), com 16 anos de idade. Agora (22), e estudante em busca da melhor canção, Mimi Froes apresenta uma maturidade vincada no tratamento que dá à composição em português com a pop como pano de fundo.

A Orquestra Galega de Liberación apresenta-se no espaço Vita às 21h, também no sábado. Liderada por Xacobe Martinez Antelo, a orquestra apresenta um conjunto de 17 músicos residentes na Galiza reunidos em torno da música de vanguarda, da procura de novas formas de criação espontânea e da improvisação como fonte de investigação.

Para fechar o festival no domingo, 18 de julho, às 18h, no Theatro Circo, o trio compostelano Sumrrá. Considerados uma das propostas mais estimulantes do jazz contemporâneo espanhol, Sumrrá estão de volta aos álbuns. Depois de 21 anos juntos e centenas de espetáculos em todo o mundo, o trio de jazz mais internacional da Galiza apresenta o seu sétimo disco, Sumrrá 7 Visións. O pianista Manuel Gutierrez, o contrabaixista Xacobe Martínez Antelo e o baterista L.A.R. Legido criam um novo trabalho discográfico que resulta de um entendimento único do que é fazer música ao vivo.

E, por último, no Espaço Vita, às 21h, Rita Payés & Elisabeth Roma. Para o seu último projeto, Imagina, a jovem trombonista e cantora catalã Rita Payés Roma une-se à sua mãe Elisabeth Roma, uma guitarrista clássica de exceção. Mãe e filha dão o seu toque pessoal à música que acompanhou as suas vidas, desde melodias tradicionais da Catalunha, à bossa nova, fado ou boleros. Este projeto familiar começou quando Rita agendou uma sessão de estúdio para Elisabeth como presente de aniversário. Ensaiando e preparando esta sessão, reavaliaram e reforçaram o seu reportório o que levou ao lançamento de Imagina, álbum de estreia que lançaram em 2019, um ponto de encontro entre duas gerações, dois pontos de vista. Não é apenas jazz, nem clássico. É uma interpretação altamente pessoal das músicas preferidas de Rita e Elisabeth.

Partilhar Artigo: